
Egberto Santana
Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 16:56h.
Você ou alguém que você conhece já deve ter passado pela seguinte situação: tem um currículo recheado de experiências relevantes, cumpre todos os requisitos da vaga desejada, mas mesmo assim recebe uma negativa no processo seletivo de que está participando.
Isso pode acontecer porque tão essencial quanto colocar suas experiências no currículo é saber falar sobre elas. Esse pode ser o diferencial em uma entrevista de emprego. E para jovens em busca do primeiro emprego ou estágio, esse desafio é ainda maior: como mostrar valor quando a experiência formal ainda é limitada?
A boa notícia é que recrutadores não avaliam apenas o que você fez, mas como você explica suas experiências, quais aprendizados tirou delas e de que forma demonstra potencial.
Confira abaixo a importância dessa atitude e como aplicá-la com eficiência!
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O currículo funciona como um convite: ele abre a porta para a entrevista. Já a conversa com o recrutador é o momento decisivo, em que você precisa transformar linhas do CV em histórias relevantes e interessantes.
Enquanto o currículo lista informações, a entrevista avalia competências como:
comunicação,
clareza de raciocínio,
capacidade de resolver problemas,
aprendizado a partir de experiências.
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A técnica STAR é um dos métodos mais utilizados para avaliar candidatos. Ela ajuda você a responder perguntas de forma objetiva e estruturada:
S – Situação: qual era o contexto?
T – Tarefa: qual era o desafio ou responsabilidade?
A – Ação: o que você fez, especificamente?
R – Resultado: qual foi o impacto ou aprendizado?
Se você estrutura sua resposta com a técnica STAR, o recrutador poderá entender como você pensa e age na prática, principalmente na hora de resolver problemas e obter os resultados esperados.
Afinal, além de conhecer sua trajetória, o recrutador quer entender se o candidato será capaz de lidar com as responsabilidades do dia a dia da função que executará na empresa. Uma resposta estruturada, portanto, aumenta as suas chances de passar no processo seletivo.
Evite responder da maneira abaixo:
“Participei de trabalho em grupo na faculdade.”
Agora, confira a mesma frase usando a técnica STAR na entrevista:
“Na faculdade (Situação), nosso grupo precisava entregar um projeto em pouco tempo (Tarefa). Eu organizei o cronograma e dividi as funções entre os colegas (Ação), o que ajudou o grupo a entregar antes do prazo e receber nota máxima (Resultado).”
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Recrutadores escutam dezenas de respostas parecidas todos os dias, e o que realmente chama atenção e permite que o candidato se destaque é a forma como a experiência é contada. Uma boa narrativa conecta desafios, decisões, erros e aprendizados, tornando a resposta mais interessante. O storytelling, assim, serve justamente para prender a atenção do recrutador, revelar o raciocínio por trás das escolhas e evidenciar soft skills como comunicação e adaptabilidade
Se você está procurando seu primeiro emprego em São Paulo ou em outras capitais, é importante saber que recrutadores valorizam experiências que mostram iniciativa, aprendizado e capacidade de colocar a mão na massa. Essas vivências ajudam a compensar a falta de experiência formal. Por isso, devem, sim, estar no currículo e servirem de base para as respostas nas entrevistas.
projetos acadêmicos,
voluntariado,
eventos e iniciativas estudantis.
Além dessas experiências, projetos pessoais também podem fazer a diferença. Pode ser um blog, um perfil profissional nas redes sociais, um projeto de pesquisa independente, a organização de um evento ou até um pequeno negócio. Tudo isso revela interesses reais, senso de responsabilidade e disposição para aprender. O mais importante está nas ações realizadas e nos aprendizados construídos ao longo do caminho, independentemente do tamanho do projeto ou do resultado final.
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A teoria ajuda, mas o verdadeiro aprendizado acontece quando você pratica em situações reais, com recrutadores e processos seletivos de verdade.
É exatamente essa proposta da Conferência de Carreira Na Prática, que acontece em 13 de abril de 2026, em São Paulo. O evento reúne jovens em busca do primeiro emprego ou estágio para:
participar de processos seletivos reais,
realizar entrevistas,
receber feedback direto de recrutadores,
concorrer a vagas de estágio, trainee e analista
A inscrição é gratuita, com vagas limitadas. O processo de inscrição inclui o preenchimento de dados pessoais, acadêmicos e profissionais, a realização de testes — como lógica, estilo de trabalho, personalidade, interesses e valores — além da possibilidade de envio de um vídeo de apresentação. O resultado será divulgado por e-mail.
Inscreva-se já na Conferência de Carreira Na Prática e tenha a oportunidade de falar das suas experiências do jeito que o mercado valoriza.
1. O que responder em entrevistas de emprego quando não tem experiência?
Fale sobre projetos acadêmicos, trabalhos em grupo, empresas juniores, voluntariado, eventos e cursos, estruturando sua resposta com contexto, ação e resultado, por exemplo com a técnica STAR.
2. O que é a técnica STAR e por que ela funciona em entrevistas?
É um método que estrutura respostas em Situação, Tarefa, Ação e Resultado, ajudando recrutadores a entender suas ações a partir de uma técnica de storytelling estruturado.
3. Como transformar tarefas simples do CV em histórias interessantes?
Foque nos desafios, decisões e aprendizados, não apenas na atividade em si.
4. Preciso decorar respostas para a entrevista?
Não. O ideal é praticar estruturas e histórias-chave. A Conferência de Carreira oferece entrevistas reais para esse treino.
5. A Conferência é indicada para quem busca primeiro emprego?
Sim. Ela foi pensada especialmente para jovens em início de carreira, inclusive quem ainda se sente inseguro, com dezenas de empresas parceiras contratando para vagas de estágio, trainees e analistas.
6. Que tipo de vagas encontro no evento?
São mais de 200 vagas reais em São Paulo, para diferentes áreas e níveis.
7. Participar realmente aumenta minhas chances?
Sim. Quem participa da Conferência de Carreira tem até 4x mais chances de ser contratado que em outros eventos da área.