

Marcela Marcos
Publicado em 21 de maio de 2026 às 10:44h.
O pitch de elevador funciona como o gancho de um vídeo no Instagram: se você não prender a atenção nos primeiros segundos, perdeu o usuário, que vai passar para o próximo conteúdo. Na entrevista de emprego, a frase “fale um pouco sobre você” é exatamente esse momento de criar interesse no recrutador.
O problema é que a maioria das pessoas desperdiça essa oportunidade ao tentar improvisar o que falar e acaba dando uma resposta sem qualquer estrutura.
Para respondê-la, a lógica é a mesma das redes sociais: o recrutador, assim como o algoritmo, não tem paciência para esperar. Segundo pesquisa da Catho com mais de 400 recrutadores, 30% deles levam de 6 a 10 segundos para descartar um currículo, e a apresentação pessoal segue a mesma tendência de velocidade. Um pitch bem construído é o que mantém o recrutador “assistindo até o fim”.
A seguir, traremos dicas sobre como fazer!
A expressão vem de uma situação hipotética: encontrar alguém importante por acaso no elevador e ter apenas cerca de 30 a 60 segundos para se apresentar. No contexto de quem está começando a carreira, isso não significa vender um produto, mas saber se vender. Ou melhor: saber se explicar.
O pitch funciona como uma ferramenta de marketing pessoal que responde três perguntas: quem é você, o que você já fez e para onde quer ir.
Ter clareza sobre a própria trajetória já coloca você na frente de muita gente em processo seletivos.
Quando você consegue resumir sua história com lógica, demonstra poder de síntese e clareza mental, duas habilidades valorizadas, principalmente em seleções concorridas. E esse tipo de apresentação serve para mais de uma situação: se apresentar em eventos de networking, mandar mensagens no LinkedIn ou até mesmo se posicionar no primeiro dia de trabalho.
Para não se perder (nem falar demais), vale seguir o roteiro abaixo:
Vá direto ao ponto: diga quem você é hoje. “Sou estudante de engenharia com foco em dados” ou “Sou estagiária de marketing com experiência em redes sociais”. Nada de voltar para o ensino médio nem citar experiências profissionais passadas sem ligação com a oportunidade que você busca.
Aqui é onde muita gente erra. Troque frases prontas como “sou proativo” por prova concreta. Use fatos baseados em dados ou conquistas, mesmo que sejam de projetos acadêmicos ou estágios.
Exemplo: “No meu último estágio, ajudei a organizar campanhas que aumentaram o engajamento orgânico em 20%” diz muito mais do que qualquer adjetivo. Se você ainda não tem experiência formal, vale usar projetos pessoais.
Não basta só falar bem. Sua apresentação precisa fazer sentido para quem está ouvindo. Mostre por que você está ali, seu propósito e como pode ajudar, deixando claro que você entendeu o que a vaga pede.
Evite terminar com um silêncio constrangedor. Feche seu pitch de elevador passando a bola para o entrevistador, mostrando abertura para continuar a conversa. Algo como “Posso te contar mais sobre esse projeto, se fizer sentido para a vaga”.
Como explicamos acima, a lógica do pitch é simples, mas alguns erros podem derrubar muita gente.
O mais grave na hora de falar é tentar acelerar o ritmo para caber mais informação. Isso só deixa sua apresentação mais confusa. O outro erro comum é exagerar nos termos técnicos. Nem sempre quem entrevista domina sua área, então simplificar ajuda.
Um exemplo adaptado para alguém em início de carreira em marketing seria: “Sou estudante de marketing com experiência em projetos de conteúdo digital. Recentemente, participei da reestruturação das campanhas de mídia em um projeto, o que ajudou a aumentar o alcance em cerca de 30%. Tenho interesse em trabalhar com performance e estou buscando uma oportunidade para aplicar esse olhar analítico em campanhas reais.”
“Sou estudante de marketing com experiência em projetos de conteúdo digital. Recentemente, liderei a reestruturação das campanhas de mídia em um projeto acadêmico, o que ajudou a aumentar o alcance em cerca de 30%. Tenho interesse em trabalhar com performance e estou buscando uma oportunidade para aplicar esse olhar mais analítico em campanhas reais.”
Perceba que não precisa ser perfeito, só precisa ser claro.
No fim, criar um bom pitch não é decorar um texto. É entender sua própria história e conseguir explicá-la com lógica.
Se quiser se aprofundar em modelos, não deixe de acessar a matéria do Na Prática sobre 5 modelos de pitch prontos para diferentes situações.
Leia mais: O diferencial foi trazer quem eu sou de verdade, diz vencedora do pitch da Conferência de Carreira
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